19 de fevereiro de 2021

Apala recebe mês de fevereiro com entusiasmo e conscientização para doação de medula

Medida que salva pessoas com leucemia é adotada em casos de pacientes enfraquecidos pela doença

Quando chega fevereiro e os olhos do mundo se voltam para as festas carnavalescas, a Associação dos Pais e Amigos dos Leucêmicos de Alagoas (Apala) arregaça as mangas e se prepara para um dos meses mais delicados quando se fala no combate a leucemia. Mesmo sendo o segundo mês do ano dedicado a causa, o trabalho de conscientização na instituição acontece todos os dias.

A importância de falar sobre a prevenção e o diagnóstico precoce é dada pela relevância e pela forma de atuação da doença. A leucemia é uma neoplasia maligna que ocorre devido a uma mutação genética que faz com que os glóbulos brancos percam a função de defesa e passem a se reproduzir de maneira desordenada. Além disso, podem aparecer em qualquer faixa etária e dentre os cânceres infantojuvenis, está em 1º lugar nos mais comuns (28%), com pico de incidência de 1 a 4 anos.

A boa notícia é que, quando a leucemia infantil é diagnosticada precocemente e a criança submetida ao tratamento adequado, as chances de cura chegam a 80%. É visando esse índice que a Apala trabalha arduamente na causa.

A doença apresenta quatro tipos e cada um deles tem suas particularidades. A leucemia linfoide aguda é mais comum em crianças e jovens, já os demais tipos (leucemia linfoide crônica, leucemia mieloide crônica e a leucemia mieloide aguda) são mais comuns em indivíduos acima de 50 anos.

Em crianças, a leucemia costuma apresentar os mesmos primeiros sinais que devem servir de alerta para pais e responsáveis, eles são: manchas marrom-arroxeadas; palidez de pele e mucosas; fadiga; irritabilidade; aumento dos gânglios linfáticos; sangramentos anormais sem causa definida; febre; dor óssea, articular e generalizada.

 

Fevereiro Laranja e Apala: uma só causa

De acordo com dados do Instituto do Câncer (INCA), a leucemia é o 9º câncer mais comum no sexo masculino e o 11º no feminino. Por esse motivo, é que vem a finalidade de alertar a população sobre importância do diagnóstico precoce e da doação de medula óssea, que ajuda a salvar vidas.

Na instituição falar sobre a doação é coisa séria. Durante o mês de fevereiro as redes sociais da Apala ganharam uma cara nova e agora, semanalmente, um conteúdo novo sobre a leucemia é divulgado para espalhar informações relevantes e dados sobre a doença. A intenção é fazer com que o público em geral entenda a gravidade do que estamos enfrentando.

Além disso, internamente, uma campanha foi divulgada e segue em atividade envolvendo todos os setores. O “Apala compartilha” é um evento de bate-papo e troca de conhecimentos sobre a doença onde o foco é impulsionar novos cadastros no Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome) entre os colaboradores da casa.

O grande problema no transplante de medula óssea é a compatibilidade. Procura-se essa compatibilidade primeira entre os parentes mais próximos e caso não seja encontrado o doador ideal, procura-se nos bancos de medula, como o próprio Redome.

As chances de o paciente encontrar um doador compatível na população em geral pode chegar a 1 em cada 100 mil pessoas. E assim quanto mais voluntários doando, maior a chance do paciente encontrar e poder realizar o transplante.

Em Alagoas, a intenção é direcionar os colaboradores interessados em se candidatar à doação de medula óssea ao Hemocentro de Alagoas (HEMOAL) munido de RG e CPF, onde será efetuado um cadastro prévio e coletada uma amostra de sangue e incluída em uma base nacional. Assim que identificada a compatibilidade, o doador é convocado para exames adicionais e realiza a doação propriamente dita.

 

A Casa de Apoio

A APALA é uma instituição social que presta assistência a crianças e adolescentes com todo tipo de câncer e adultos com leucemia. Por mês, são realizados 200 atendimentos em média na casa. Esses recebem suporte alimentar com refeições regradas e supervisionadas por equipe nutricional, dormitórios onde os assistidos podem descansar após os atendimentos e se prepararem para uma viagem de volta em caso de moradia fora de Maceió. Além de apoio pedagógico e psicológico, tanto para a família quanto para o assistido.

Atualmente são 689 assistidos referenciados na instituição, neste número  458 (67%) são crianças e adolescentes e 231 (33%) adultos. Os casos de leucemia na casa chegam a 267, onde 170 atinge o grupo infantojuvenil e 97 incide nos adultos.

Em 2020 tivemos 88 novos casos. Deste total, 33 foram de leucemia.

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